Deixei para continuar a série de postagens sobre morar sozinha quando a saudade apertasse a ponto de sufocar. Pois é, hoje eu to assim, nostálgica, intercalando tristeza e felicidade.
Quando decidi sair de casa eu já imaginava o que me aguardava. Dias quietos e momentos que me fariam pensar muito. Será que eu fiz certo ao optar por essa vida? Óbvio que sim. No dia a dia aprendi que a saudade pode ser uma aliada. Quando me sinto fraca penso nos meus pais e na minha irmã e lembro o motivo que me trouxe até aqui.
O lado bom é que quando a saudade aperta muito a gente pode correr para o facebook, para o skype ou telefonar. Nem sempre é suficiente, mas serve para me aproximar pelo menos um pouquinho da família.
Mas como eu disse, a solidão ensina e até aproxima. Depois de um ano aprendi a ser adulta, a valorizar quem realmente se importa comigo, a dar importância para os pequenos momentos, me permiti chorar quando tenho vontade, a gargalhar sem motivo, aprendi a viver. Hoje eu administro uma casa e tenho cinco gatos (sim, falo sobre isso outro dia). Hoje eu estou noiva e planejo um futuro com ele. Hoje eu gasto meu dinheiro com coisas que gosto. Hoje em dia sou outra pessoa, mudei para melhor.
Acredito que tudo isso aconteceu porque aprendi a driblar os momentos de solidão e os preencher com coisas boas.
Se você também quer sair de casa, vá em frente.
A saudade te fortalece.
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| Amo vocês. |
Um beijo ♥